sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Aliança Renault-Nissan pretende pelo menos 10 carros autónomos em quatro anos.


A aliança Renault-Nissan, pretende mesmo avançar nos próximos quatro anos para o mercado dos veículos autónomos. O mercado principal para estes veículos deverá ser o mercado dos Estados Unidos, da Europa, e do Japão, para além da China. No comunicado oficial, ambas as marcas acreditam que o desenvolvimento dos veículos autónomos deverá reduzir as hipóteses de acidentes graves e mortos nas estradas. Para além da condução autónoma, as novas ferramentas de conetividade também ajudarão a prevenir desastres rodoviários.

É de salientar que à alguns meses atrás a Renault tinha mostrado imagens de um Renault Zoe com tecnologia autónoma.

Renault Zoe autónomo

Em 2016 a Renault irá já apresentar modelos com o sistema “single-lane-control”, que irá permitir que os carros andem autonomamente em autoestrada, nomeadamente em situações de para-arranca. Daqui a dois anos, em 2018, a aliança Renault-Nissan deverá lançar o sistema “multiple-lane-control”, uma evolução do “single-lane-control” onde já será possível mudar de faixa autonomamente. Em 2020 deverá ser lançado um sistema ainda mais desenvolvido denominado de “intersection autonomy”, que permite gerir autonomamente o veículo em cruzamentos urbanos. A Renault-Nissan salvaguarda que a introdução desta tecnologia contempla sempre uma opção de intervenção do condutor.

Nissan Leaf autónomo



Além disso, a Renault-Nissan pretende lançar novas aplicações de conetividade que facilitem a comunicação dos utilizadores com redes sociais, trabalho e entretenimento. Em 2017 surgirá o “Alliance Multimedia System”, com novas funções de navegação e multimédia, assim como melhor integração do smartphone e atualizações wireless de mapas. Em 2018, a aposta será a plataforma “Alliance Connectivity & Internet of Things”, que integrará o Virtual Personal Assistant.

Carlos Ghosn: Presidente da Renault e Nissan.

Esta novidade é dada no último ano do Carlos Ghosn na liderança da aliança Renault-Nissan. O Brasileiro Carlos Ghosn, que conta já com 61 anos, foi quem salvou a Nissan da bancarrota em 1999. Entrou para a Renault em 2005, e agora pretende que a Aliança Renault-Nissan tenha dois presidentes que o substituam: um fica responsável pela Nissan, e outro presidente fica responsável pela Renault. Apesar disso, Carlos Ghosn acha que as marcas deverão unir esforços e que, um dia mais tarde, as duas marcas possam dar origem a uma fusão integral entre ambas.
Carlos Ghosn salienta ainda que as marcas “ainda não estão prontas para avançar já. É preciso que haja maior união entre as duas empresas.”

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